A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) decidiu manter a suspensão preventiva de um advogado acusado de se omitir diante de maus-tratos sofridos pela própria filha, uma criança autista, em Goiânia. A decisão foi tomada por unanimidade durante sessão plenária, após análise de documentos e provas encaminhadas pela autoridade policial.
Segundo o processo, o advogado teria recebido vídeos que mostravam a filha sendo agredida, mas não tomou nenhuma providência para protegê-la. As imagens teriam sido gravadas pela mãe da criança, que também é investigada.
A denúncia foi apresentada à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que instaurou inquérito para apurar o caso. No momento do resgate, a menina não apresentava ferimentos visíveis, mas, por medida de segurança, o Conselho Tutelar determinou o afastamento imediato da mãe e encaminhou a criança para a guarda de um familiar próximo, com o compromisso de garantir sua integridade física e emocional.
Durante o interrogatório, tanto o pai quanto a mãe optaram por permanecer em silêncio. O inquérito segue em andamento, e o Ministério Público deve receber o relatório policial nas próximas semanas.
A OAB-GO justificou a manutenção da suspensão com base na gravidade das acusações e na necessidade de preservar a imagem da advocacia.
“A medida cautelar visa resguardar a credibilidade e a ética da profissão, até que o mérito seja julgado de forma definitiva”, informou a instituição em nota oficial.
A suspensão, válida por 90 dias ou até o julgamento final do caso, impede o advogado de exercer qualquer atividade profissional nesse período. A entidade também rejeitou o pedido de efeito suspensivo apresentado pela defesa.
O caso tem causado grande repercussão nas redes sociais e reacendido o debate sobre a responsabilidade dos pais na proteção de crianças com deficiência, além de reforçar a importância da atuação das instituições em situações de vulnerabilidade infantil.
Redação
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