O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, fez críticas indiretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante agenda política no interior de São Paulo, no último domingo (19/4).
Sem citar diretamente o nome de Bolsonaro, Caiado afirmou que “muita gente chegou ao Palácio dizendo ‘menos Brasília e mais Brasil’ e não aconteceu nada”, em referência ao slogan utilizado pelo ex-presidente durante a campanha eleitoral de 2018.
Na sequência, o ex-governador também direcionou ataques ao Partido dos Trabalhadores e aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
“O PT governou o Brasil por cinco mandatos. E aí? O que tem no Brasil? Facção? Corrupção? É o que progrediu”, declarou.
Durante o evento, Caiado voltou a defender endurecimento no combate ao crime organizado e afirmou que milhões de brasileiros vivem reféns da violência.
“Eu não posso imaginar um Brasil hoje, onde 60 milhões de brasileiros são reféns de faccionados. Isso não é liberdade. Isso não é Estado Democrático de Direito. Isso não é paz”, disse.
Outro tema abordado foi a composição da chapa presidencial. Segundo Caiado, as conversas seguem dentro do partido, mas o foco principal ainda está na construção do plano de governo.
Questionado sobre a possibilidade de ter como vice o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, respondeu em tom positivo.
“Era perfeito, completo em tudo. Maior articulador. Já tenho o seu apoio. Pode ter certeza, isso fecharia com chave de ouro”, afirmou.
Nos bastidores, porém, circula a informação de que Caiado prefere indicar uma mulher para a vice-presidência, estratégia vista como importante para ampliar alianças e fortalecer a chapa nacional.
Outro eixo da pré-campanha é a aproximação com o eleitorado evangélico. Segundo informações de bastidores, essa articulação deverá contar com o apoio do deputado federal Otoni de Paula, filiado ao PSD, que atuaria na construção de agendas com lideranças religiosas em várias regiões do país.
Desde que deixou o comando do governo de Goiás e transmitiu o cargo ao então vice-governador Daniel Vilela, Caiado passou a dedicar agenda integral à corrida presidencial.
A expectativa é que o pré-candidato intensifique viagens, articulações políticas e definições estratégicas nos próximos dias para consolidar sua estrutura eleitoral.
Redação: Integração News
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