A Polícia Civil já ouviu 20 mulheres que denunciam o médico ginecologista e obstetra Marcelo Arantes e Silva por supostos abusos sexuais cometidos durante consultas em Goiás. O número cresceu uma semana após as primeiras denúncias, quando seis pacientes procuraram as autoridades.
Segundo a investigação, 11 relatos são de atendimentos realizados em Goiânia e outros nove em Senador Canedo. O médico atuava nas duas cidades e foi temporariamente proibido de exercer a profissão por decisão do Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO).
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Amanda Menuci, os depoimentos apresentam semelhanças relevantes, mesmo entre mulheres que não se conhecem.
“São relatos de procedimentos invasivos e toques em áreas íntimas que não tinham relação com a consulta”, informou a delegada anteriormente. Em um dos casos investigados, a denúncia aponta que o médico teria dispensado a secretária, trancado a porta do consultório e cometido abuso sexual contra uma paciente.
A investigadora afirmou que novas informações e o surgimento de outras possíveis vítimas podem motivar novos pedidos judiciais no decorrer do inquérito.
Mesmo sem prisão decretada até o momento, Marcelo Arantes e Silva está submetido a medidas cautelares determinadas pela Justiça e teve o registro profissional suspenso temporariamente.
Em manifestação anterior, a defesa do médico declarou que as acusações são graves e precisam ser apuradas, mas criticou o que classificou como prejulgamento público e “linchamento moral” antes da conclusão das investigações.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil.
Redação: Integração News
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