Menos de 11% das cidades de Goiás conseguiram cumprir uma exigência fundamental da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Dos 81 municípios obrigados a elaborar e aprovar seus Planos de Mobilidade Urbana (PMU), apenas nove concluíram o processo até agora.
As cidades que estão em dia com a lei são: Abadia de Goiás, Alexânia, Caldas Novas, Cristalina, Goianésia, Inhumas, Goiânia, Senador Canedo e Valparaíso de Goiás.
Municípios importantes, como Aparecida de Goiânia e Anápolis, ainda não conseguiram aprovar seus planos, apesar da relevância econômica e populacional.
Segundo especialistas, a ausência do PMU tem consequências diretas: os municípios ficam impedidos de receber recursos federais e financiamentos específicos para obras de mobilidade urbana, como corredores de ônibus, ciclovias, pavimentação e melhorias no transporte coletivo.
A dificuldade, apontam técnicos, está na falta de capacidade técnica e estrutura dentro das prefeituras, o que trava o planejamento e a execução. Para tentar reverter o cenário, o governo estadual criou uma lei voltada para a formação de gestores municipais de trânsito e mobilidade, oferecendo capacitação a servidores.
O Plano de Mobilidade Urbana não é apenas uma exigência burocrática. Ele é essencial para orientar investimentos, organizar o trânsito, reduzir congestionamentos, aumentar a segurança viária e melhorar a qualidade de vida da população. Sem esse planejamento, o risco é de que as cidades cresçam de forma desordenada, com transporte precário e desigualdade no acesso.
Redação
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