quarta-feira , 21 outubro 2026

Fux muda posição: no Mensalão defendeu STF, agora pede 1ª instância

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, mudou de entendimento em relação à competência da Corte para julgar réus sem foro privilegiado. A comparação entre seu voto no julgamento do Mensalão, em 2012, e sua posição atual na análise da chamada “trama golpista” tem gerado repercussão no meio jurídico e político.

Na época do Mensalão (Ação Penal 470), um dos julgamentos mais emblemáticos da história do STF, Fux votou para que réus sem foro privilegiado também fossem julgados pelo Supremo, e não remetidos à primeira instância.
O entendimento ajudou a consolidar a tese de que todos os acusados deveriam ser processados e julgados de forma conjunta pelo STF, reforçando a competência da Corte em casos de grande relevância nacional.

Mais de uma década depois, o mesmo ministro apresentou posição oposta. No julgamento da trama golpista, Fux defendeu que o STF não tem competência para julgar acusados sem foro privilegiado, e que esses processos deveriam ter sido enviados à primeira instância desde o início.
Segundo ele, essa irregularidade comprometeria a legalidade do processo, o que, em sua visão, pode levar à nulidade do julgamento.

A mudança de entendimento de Fux reabriu o debate sobre a atuação do STF em processos de grande impacto político.
Enquanto alguns juristas entendem que a posição atual do ministro fortalece a observância das regras do foro por prerrogativa de função, outros apontam contradição entre os votos e questionam se fatores políticos podem ter influenciado o posicionamento.

O caso revela como a interpretação da lei pode variar dentro do próprio Supremo, dependendo do contexto histórico, político e jurídico.
Além disso, reforça discussões sobre segurança jurídica e sobre os limites da atuação da Corte em processos que envolvem diferentes esferas do Judiciário.

Redação

Check Also

Encontro internacional fortalece imagem de Lula, aponta novo levantamento

Uma pesquisa divulgada nesta semana revelou que parte significativa dos brasileiros avalia que o presidente …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *