sábado , 7 março 2026

“Veterinária com a ‘pior dor do mundo’ inicia tratamento inédito com cetamina”

Aos 28 anos, a veterinária Carolina Arruda enfrenta há mais de uma década uma das condições mais dolorosas conhecidas pela medicina: a neuralgia do trigêmeo, doença popularmente chamada de “a pior dor do mundo”. Nesta quinta-feira (14), Carolina começou um tratamento inédito na Santa Casa de Alfenas (MG), onde receberá infusão venosa de cetamina — um anestésico de ação analgésica potente, indicado para casos extremos de dor crônica e depressão resistente.

O procedimento, que deve durar cinco dias de internação em UTI, busca aliviar crises incapacitantes que não responderam a outros tratamentos. A médica equipe explica que a cetamina pode reduzir o uso de opioides, melhorar o humor e devolver qualidade de vida, mas exige monitoramento constante devido aos riscos de alterações na pressão, batimentos cardíacos e possíveis efeitos psicológicos, como alucinações e sensação de desconexão.

Uma luta diária contra a dor

Carolina relata que a maior parte do seu dia é passada deitada, imobilizada pelas crises. Ao longo de 12 anos, já enfrentou seis procedimentos sem resultado efetivo. Agora, aposta suas esperanças na cetamina e, futuramente, em um possível “congelamento do nervo”, técnica ainda em estudo no país.

Além de paciente, Carolina é fundadora da Associação Neuralgia do Trigêmeo Brasil, organização que apoia pessoas com a mesma condição. Sua história ganhou repercussão nacional em 2024, quando lançou uma vaquinha para custear um procedimento de eutanásia na Suíça — país onde a prática é legal — diante do sofrimento extremo.

“Estou aqui para tentar mais uma vez, porque viver assim não é vida. Mas ainda acredito que vale a pena lutar”, disse ela em vídeo publicado nas redes sociais.

Redação

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