A menos de cinco meses do início oficial do calendário eleitoral, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um cenário de atenção crescente. Novas pesquisas divulgadas nesta semana mostram aumento na rejeição à gestão federal, acendendo o sinal de alerta entre aliados e lideranças petistas.
Dois levantamentos nacionais indicam que cerca de metade da população brasileira desaprova a condução do governo. A pesquisa Nexus, encomendada pelo Banco BTG Pactual e divulgada na segunda-feira (27), aponta 49% de rejeição ao presidente. Já a pesquisa AtlasIntel, divulgada no dia seguinte, registra índice ainda maior: 52% dos entrevistados afirmam não aprovar a atual administração.
No campo da aprovação, os números seguem próximos entre os institutos. Segundo a Nexus, 46% aprovam o governo Lula. Na AtlasIntel, o percentual chega a 46,8%.
Entre os entrevistados satisfeitos com o governo, a Nexus aponta que 23% classificam a gestão como regular, 19% como boa e 14% como positiva. Já na AtlasIntel, 42% consideram a condução boa ou ótima, enquanto 6,8% avaliam como regular.
Entre os que desaprovam o governo, a AtlasIntel mostra que 51,3% classificam a administração como ruim ou péssima. Na Nexus, 35% avaliaram como péssima e 8% como ruim.
A Nexus ouviu 2.028 pessoas entre os dias 24 e 26 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/26.
Já a AtlasIntel entrevistou 5.008 eleitores entre os dias 22 e 27 de abril, em diversas regiões do país. A margem de erro é de um ponto percentual, também com 95% de confiança. O registro no TSE é BR-07992/26.
Nos bastidores, integrantes do PT reconhecem que reduzir os índices de rejeição no curto prazo será um dos principais desafios para a campanha presidencial de 2026. A avaliação interna é de que uma eventual queda na rejeição pode ampliar consideravelmente as chances de Lula em um possível segundo turno.
Diante disso, o presidente tem priorizado pautas de forte apelo popular no Congresso Nacional, buscando reforçar sua conexão com a classe trabalhadora. Entre os temas em discussão está a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
Nos últimos meses, Lula também retomou bandeiras voltadas ao poder de compra da população, em estratégia semelhante à adotada em 2022, quando defendeu a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.
Redação: Integração News
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