A jazida Pela Ema, localizada em Minaçu, consolidou-se como uma das poucas fontes de argila iônica fora da Ásia, colocando Goiás em posição estratégica no mercado global de terras raras.
Segundo a mineradora Serra Verde, o depósito se destaca por ser raso e macio, característica que permite extração com menor consumo de energia e impacto ambiental reduzido em comparação aos depósitos de “rocha dura”.
“O grande diferencial de Pela Ema é ser um depósito de argila iônica raso e macio, um dos relativamente poucos encontrados fora da Ásia. Isso significa que utilizamos métodos simples de mineração a céu aberto, o que contribui para menor consumo de energia e menores custos operacionais”, afirmou a empresa ao Integração News.
Essa vantagem torna Goiás competitivo frente ao mercado chinês e atrai compradores internacionais que buscam matérias-primas com menor pegada de carbono para fabricação de tecnologias limpas, como turbinas eólicas e veículos elétricos.
Além da competitividade financeira, a Serra Verde destaca o diferencial ambiental da operação em Minaçu. De acordo com a companhia, os métodos de extração utilizados têm baixo impacto e se diferenciam de processos químicos mais agressivos adotados em outros países.
Para reforçar a segurança ambiental, a empresa opera com sistema de circuito fechado.
“A operação foi desenhada com controles robustos, incluindo recirculação de cerca de 90% da água utilizada e disposição dos resíduos por empilhamento a seco, em área totalmente impermeabilizada, sem uso de barragens convencionais de rejeitos úmidos.”
O plano de otimização da unidade será financiado por um empréstimo de US$ 565 milhões, cerca de R$ 2,8 bilhões, concedido pela U.S. Development Finance Corporation.
O recurso será destinado à ampliação da capacidade produtiva e redução de custos operacionais. A empresa também possui contrato de fornecimento de 15 anos com preços mínimos garantidos para terras raras magnéticas.
Segundo a mineradora, esse modelo fortalece a segurança financeira do projeto e reduz riscos frente à forte concorrência asiática.
O território goiano possui concentração relevante de elementos como Disprósio e Térbio, classificados como terras raras pesadas e considerados essenciais para setores industriais avançados.
Esses minerais são fundamentais para a produção de ímãs permanentes de alto desempenho, aplicados em energia renovável, indústria aeroespacial, robótica e defesa.
Redação: Integração News
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