Está marcado para esta quarta-feira (29) o júri popular de Maria Renata das Merces Rodrigues e Kaio Rodrigues Matos, mãe e filho acusados pela morte do adolescente Nicollas Lima Serafim, de 14 anos, em frente ao Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, em Anápolis.
A sessão será realizada no Fórum Novo do município, localizado no bairro Parque Brasília. O julgamento estava inicialmente previsto para a semana passada, mas foi adiado após um dos advogados apresentar atestado médico.
Segundo informações do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende chegou a determinar o desmembramento do processo para julgar apenas um dos réus. No entanto, após acordo entre Ministério Público e as partes envolvidas, foi definida nova data para que ambos sejam julgados juntos.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em fevereiro de 2024 e teria sido motivado por uma briga envolvendo ciúmes entre adolescentes.
As investigações apontam que um estudante da escola mantinha relacionamento com uma colega, que teria se aproximado de outro aluno — irmão de Kaio e filho de Maria Renata. A situação teria provocado desentendimentos e ameaças entre os envolvidos.
Ainda segundo o processo, ao tomar conhecimento da briga, Kaio passou a trocar ofensas e ameaças com os adolescentes. Em seguida, ele e a mãe foram até a escola levando uma faca e um martelo.
Conforme a acusação, os dois chegaram ao local acompanhados do familiar envolvido na confusão e desceram do veículo armados. Na sequência, iniciou-se uma luta corporal entre os envolvidos.
Durante as agressões, Nicollas Lima Serafim, que não seria o alvo inicial da discussão, foi atingido por golpes de faca e morreu no local. Outros dois adolescentes também ficaram feridos e precisaram de atendimento médico.
Maria Renata e Kaio Rodrigues Matos respondem por homicídio pela morte de Nicollas e por tentativa de homicídio contra as outras duas vítimas feridas durante o ataque.
O julgamento será conduzido pelo juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende. A defesa dos acusados não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
Redação: Integração News
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