quarta-feira , 21 outubro 2026

Vereadora convoca reunião emergencial sobre crise nas maternidades de Goiânia

A crise na saúde municipal ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (25/08). A vereadora Aava Santiago (PSDB) convocou uma reunião emergencial com trabalhadores das maternidades Dona Íris, Nascer Cidadão e Célia Câmara, após receber uma série de denúncias sobre irregularidades e precarização no atendimento.

O encontro está marcado para as 13h, no auditório Carlos Eurico, na Câmara Municipal de Goiânia. Segundo a vereadora, o objetivo é ouvir os profissionais que atuam diretamente nas unidades e cobrar providências imediatas da Prefeitura.

Denúncias graves

Entre os relatos recebidos pelo gabinete de Aava Santiago estão:

  • falta de insumos básicos;

  • atrasos no pagamento de salários;

  • superlotação constante;

  • pressão para que funcionários assinem pedidos de demissão, em vez de receberem a rescisão contratual;

  • resistência das novas Organizações Sociais (OSs) em recontratar trabalhadores já atuantes.

“Tratar com negligência os profissionais que sustentam esses serviços é condenar milhares de mães e bebês à desassistência. Não vamos aceitar esse abandono”, afirmou a parlamentar.

Transição sob questionamento

A reunião acontece em meio à polêmica transição da gestão das maternidades. Atualmente administradas pela Fundahc (Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas), as unidades passarão a ser geridas, a partir de 29 de agosto, por Organizações Sociais contratadas emergencialmente pela Prefeitura.

O contrato emergencial terá duração de três meses e custará aos cofres públicos cerca de R$ 38 milhões. Entretanto, denúncias de pressões e irregularidades já foram formalizadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) na última sexta-feira (23).

A Prefeitura, por sua vez, nega qualquer irregularidade e garante que a transição está sendo acompanhada por comissões oficiais.

Clima de insegurança

Para os trabalhadores, a mudança de gestão traz insegurança quanto à continuidade dos empregos e às condições de trabalho. Além disso, o risco de desassistência preocupa a população, já que as três maternidades são referência no atendimento a gestantes e recém-nascidos em Goiânia.

A reunião desta segunda-feira deve servir como termômetro da insatisfação da categoria e abrir espaço para que denúncias e reivindicações sejam formalizadas diante do poder público.

Redação

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