A história da fisioterapeuta goiana vem chamando a atenção pela força, fé e resiliência diante de uma condição rara e extremamente desafiadora.
Natural de Goiás, a jovem de 33 anos já enfrentou cinco episódios de tetraplegia ao longo da vida, consequência de uma doença neurológica autoimune rara que atinge o sistema nervoso periférico.
Inicialmente diagnosticada com a Síndrome de Guillain-Barré, o quadro evoluiu para uma condição ainda mais complexa: uma forma crônica da doença que provoca crises recorrentes e pode levar à perda total dos movimentos do corpo.
Ao longo de cerca de 17 anos, ela passou por diversas internações, incluindo períodos em UTI e necessidade de intubação, enfrentando momentos em que ficou completamente sem movimentos do pescoço para baixo.
Cada crise representa um recomeço. Após perder os movimentos, ela precisa passar por intensos processos de reabilitação para voltar a realizar atividades básicas.
Mesmo diante das limitações, construiu uma carreira sólida na área da saúde, atuando como fisioterapeuta e ajudando outras pessoas em processos de recuperação — muitas vezes enquanto também enfrentava suas próprias batalhas.
Apaixonada por esportes, especialmente corrida, ela carrega um objetivo que vai além da limitação física: voltar a correr.
Mesmo em cadeira de rodas e com apoio respiratório em alguns momentos, ela continua participando de eventos esportivos, mostrando que sua luta não é apenas pela própria vida, mas também por inspiração e representatividade.
“Eu tenho fé que vou voltar ao normal”, afirma.
Além da superação física, a jovem também se destaca pela espiritualidade. Durante a pandemia, atuou na linha de frente e ficou conhecida por orar com pacientes, levando esperança em momentos críticos.
Sua história hoje se transforma em um símbolo de resistência, fé e propósito — uma prova viva de que, mesmo diante das maiores limitações, ainda é possível continuar avançando.
Redação: Integração News
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