quarta-feira , 21 outubro 2026

Lula e Trump discutem fim do tarifaço e abrem canal direto de diálogo

Em uma conversa telefônica que durou cerca de 30 minutos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente norte-americano Donald Trump trataram de temas econômicos e diplomáticos que podem redefinir parte da relação entre Brasil e Estados Unidos.

De acordo com informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, o principal pedido de Lula foi o fim da sobretaxa de 40% aplicada pelos EUA sobre produtos brasileiros — medida que vem impactando diretamente a competitividade das exportações nacionais. Além disso, o presidente brasileiro solicitou a retirada de restrições impostas a autoridades do governo brasileiro.

Durante o diálogo, ambos os líderes trocaram telefones pessoais, abrindo um canal de comunicação direta entre os dois presidentes — gesto considerado raro nas relações diplomáticas modernas e interpretado como um sinal de aproximação.

Ainda segundo o governo brasileiro, Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para conduzir as tratativas técnicas com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o chanceler Mauro Vieira.

A decisão indica que, apesar das diferenças ideológicas entre Lula e Trump, há interesse mútuo em reaproximar economicamente os dois países, especialmente em um contexto de disputa global por mercados e influência política.

Lula aproveitou a ligação para convidar Trump a participar da COP30, que será realizada em 2025 na cidade de Belém (PA). O petista também mencionou a possibilidade de um encontro pessoal durante a Cúpula da ASEAN, na Malásia, ou mesmo uma visita oficial aos Estados Unidos.

A agenda diplomática, se confirmada, pode marcar uma nova fase nas relações entre Brasília e Washington — mais pragmática e voltada a resultados econômicos.

O chamado “tarifaço americano” tem sido alvo de críticas do agronegócio e da indústria brasileira, que enfrentam custos maiores para exportar aos Estados Unidos. A retirada das taxas poderia representar um alívio bilionário para o setor produtivo nacional, fortalecendo a balança comercial do país.

Nos bastidores, interlocutores do governo avaliam que a aproximação entre Lula e Trump pode abrir portas para novos acordos comerciais e melhorar o ambiente diplomático após anos de tensão política entre os dois países.

Redação

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