A Justiça de São Paulo deferiu nesta quarta-feira o pedido apresentado pelos filhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) para a interdição civil do ex-chefe do Executivo. A decisão foi motivada pelo agravamento do quadro de saúde de FHC, de 94 anos, diagnosticado em estágio avançado da doença de Alzheimer.
O pedido foi feito por Paulo Henrique, Luciana e Beatriz, filhos do ex-presidente. Com a decisão judicial, Paulo Henrique passa a exercer a função de curador provisório do pai.
Na prática, ele será o responsável legal pelos atos civis, além da administração financeira e patrimonial de Fernando Henrique Cardoso — atribuição que, segundo informações do processo, já vinha sendo desempenhada informalmente há algum tempo.
Na petição protocolada na Justiça, os advogados responsáveis anexaram um laudo médico detalhando a condição de saúde do ex-presidente, o que embasou o pedido de interdição.
Ainda conforme a decisão, Paulo Henrique terá o prazo de 15 dias para providenciar a anuência de Patrícia Kundrát, companheira de FHC.
Fernando Henrique Cardoso formalizou união estável com Patrícia em 2014. Ela atuava anteriormente como administradora do Instituto Fernando Henrique Cardoso e ocupava o cargo de secretária-executiva da entidade.
Os dois foram vistos juntos publicamente pela primeira vez em dezembro de 2010, em Miami, nos Estados Unidos. Em 2012, o ex-presidente confirmou oficialmente o relacionamento à imprensa.
A decisão marca uma nova fase na vida pessoal e familiar de FHC, um dos principais nomes da política brasileira nas últimas décadas, diante do avanço da doença e da necessidade de acompanhamento legal e patrimonial.
Redação: Integração News
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