O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou nesta quinta-feira (19) as medidas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter a alta dos combustíveis em meio à crise internacional provocada pela guerra no Irã.
Durante entrevista antes de um evento do grupo Lide, no Rio de Janeiro, o parlamentar questionou a criação de um imposto de exportação sobre o petróleo. A medida foi instituída pelo governo federal como forma de compensar a perda de arrecadação com a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios a produtores e importadores.
Segundo Flávio, a decisão é equivocada e não resolve o problema.
“Ele consegue enxergar oportunidade de aumentar imposto até numa situação de crise como essa. É uma tentativa sem lógica de segurar os produtos no Brasil, mesmo com contratos já firmados e demandas não atendidas”, afirmou.
A nova taxa, fixada em 12%, incidirá sobre todas as exportações de petróleo do país, que somaram cerca de US$ 44,6 bilhões (R$ 233 bilhões) em 2025. O governo aposta que a medida aumentará a oferta interna e estimulará a produção nas refinarias brasileiras.
O senador também criticou a relação do governo com os caminhoneiros, que ameaçam uma nova paralisação. Ele destacou que, após o anúncio de medidas para reduzir o preço do diesel, a Petrobras elevou os preços nas refinarias, anulando, segundo a categoria, os efeitos da desoneração tributária.
“O governo tenta impor soluções que vão contra o que os caminhoneiros consideram necessário para reduzir o impacto dos combustíveis”, disse.
Flávio Bolsonaro afirmou ainda que, caso seja eleito presidente, pretende adotar uma linha econômica semelhante à do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ele classificou a gestão econômica anterior como bem-sucedida e citou indicadores do período pós-pandemia.
“Tivemos crescimento maior que o da China e inflação menor que a dos Estados Unidos. Vamos seguir uma linha de responsabilidade fiscal, gastar menos do que arrecada e reduzir impostos”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de o ex-ministro Paulo Guedes integrar sua equipe econômica, o senador evitou confirmar nomes, afirmando que ainda não há definições.
O pré-candidato disse que seu plano de governo ainda está em elaboração e que pretende dialogar com aliados antes de apresentá-lo oficialmente. Entre os nomes com quem pretende conversar está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Sobre as pesquisas eleitorais, Flávio reconheceu crescimento nas intenções de voto, mas demonstrou cautela.
“Pesquisa é retrato do momento. Tenho sempre um pé atrás, mas há uma tendência de crescimento que mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.
Ele também fez críticas diretas ao atual presidente:
“Ninguém aguenta mais quatro anos de PT. O Lula é uma mercadoria vencida”, concluiu.
Redação: Integração News
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