Lideranças da Câmara dos Deputados e integrantes do Governo Federal devem se reunir na manhã desta sexta-feira (17/4), em Brasília, em uma nova tentativa de avançar nas negociações sobre o fim da escala 6×1 no Brasil. O encontro busca discutir os entraves e o andamento da proposta que pretende alterar o atual modelo de jornada de trabalho no país.
Em ano eleitoral, tanto o Congresso Nacional quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscam ampliar espaço político por meio da pauta, considerada popular por atingir diretamente milhões de trabalhadores brasileiros.
Outro ponto em debate será a construção de um possível “meio-termo” entre o projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já tramitava na Câmara com o mesmo objetivo.
A reunião será conduzida pelo novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Parlamentares defendem que a mudança avance por meio de PEC, mantendo o projeto enviado pelo governo como uma espécie de plano alternativo caso surjam dificuldades durante a tramitação.
Representantes do Palácio do Planalto, no entanto, devem resistir a essa estratégia. Na última terça-feira (14/4), o governo encaminhou oficialmente ao Congresso o projeto de lei que prevê a redução da jornada de trabalho no Brasil e o fim da escala 6×1, sistema em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e folga apenas um.
A proposta foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e tramitará em regime de urgência constitucional. Nesse formato, o texto pode travar a pauta do Legislativo caso não seja votado em até 45 dias.
Segundo apuração do Integração News, o projeto prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
Apesar do apoio popular, a proposta enfrenta resistência de setores da economia, que defendem que o debate seja realizado somente após o período eleitoral, sob o argumento de evitar interferência política no tema.
A redução da jornada deve se tornar uma das principais bandeiras políticas de Lula mirando as eleições de 2026. Recentemente, ao defender a medida, o presidente relembrou seu passado como operário na indústria automobilística e afirmou que, apesar dos avanços tecnológicos, pouco mudou para os trabalhadores brasileiros.
Redação: Integração News
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