domingo , 7 junho 2026

Em pré-campanha presidencial, Zema provoca Caiado após denúncia de parentes nomeados em Goiás

Em meio às articulações para a eleição presidencial de 2026, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo), lançou uma indireta ao também presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás. Durante agenda realizada na Associação Comercial de São Paulo, na segunda-feira (13), Zema destacou que não levou familiares para cargos públicos durante sua gestão em Minas.

“Quantos parentes eu levei para trabalhar no Estado? Zero”, afirmou Zema, mesmo sem ser questionado diretamente sobre o assunto.

A declaração ocorreu no mesmo dia em que uma reportagem revelou que Caiado deixou o governo de Goiás, em 31 de março, mantendo ao menos dez parentes em cargos comissionados na administração estadual.

Zema e Caiado tentam se consolidar como nomes da direita fora da polarização nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ambos apontados como protagonistas do cenário eleitoral de 2026.

Nos bastidores, Zema também é cotado para compor uma eventual chapa como vice de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, o mineiro segue afirmando que sua intenção é disputar a Presidência da República.

Já Caiado tem defendido um novo rumo para o país. Em coletiva realizada também nesta semana em São Paulo, ele declarou que a eleição de 2026 não deve ser “uma revanche de 2022”, mas sim “uma eleição de conteúdo”.

Segundo a reportagem citada, entre os familiares ligados a Caiado que permaneceram em cargos públicos estão nove primos e um marido de prima, ocupando funções estratégicas no governo estadual. Entre eles:

  • Assessores em secretarias estaduais;
  • Chefias de gabinete;
  • Superintendência da Polícia Penal;
  • Conselheiro do Conselho Administrativo Tributário;
  • Secretário de Estado.

A investigação mencionou ainda cerca de 50 nomes com vínculos familiares, mas destacou os dez ocupantes de cargos de livre nomeação.

Em nota enviada à imprensa, Ronaldo Caiado afirmou que todas as contratações citadas passaram por análise prévia da Procuradoria-Geral do Estado e estariam em conformidade com a legislação vigente e com a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que trata sobre nepotismo.

A nota também sustenta que os servidores possuem qualificação técnica compatível com as funções exercidas e desempenham suas atividades regularmente, sem prejuízo à administração pública.

O episódio evidencia que, mesmo distante do período oficial de campanha, a corrida presidencial de 2026 já começa a esquentar, com trocas de críticas entre possíveis candidatos e tentativas de desgaste entre adversários do mesmo campo político.

Redação: Integração News

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