O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, defendeu o uso das Forças Armadas no combate ao crime organizado durante sua primeira sabatina como pré-candidato à Presidência da República. A declaração foi feita na noite da última segunda-feira (6), em entrevista ao programa Frente a Frente, realizado pela Folha de S. Paulo em parceria com o UOL.
Durante a participação, Caiado adotou um discurso de endurecimento no enfrentamento à criminalidade e afirmou que o Estado possui estrutura suficiente para combater as facções, mas carece de decisão política. Segundo ele, “falta coragem” por parte dos governantes para enfrentar o problema.
Entre as propostas apresentadas, o pré-candidato defendeu a classificação de organizações criminosas como grupos terroristas. Ele também sugeriu o uso integrado das Forças Armadas — incluindo Aeronáutica e Marinha — para conter o avanço dessas facções, especialmente em regiões como a Amazônia.
Caiado afirmou que o crime organizado já exerce forte influência em diferentes áreas do país, citando a atuação de grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital em rotas estratégicas.
O ex-governador também propôs medidas mais rigorosas no sistema penitenciário. Entre elas, estão a restrição de visitas, o controle mais rígido da comunicação entre detentos e o meio externo, além de maior fiscalização na entrada de pessoas nas unidades prisionais.
Segundo Caiado, o objetivo é impedir a circulação de drogas, armas e ordens criminosas dentro das penitenciárias.
Durante a entrevista, ele também comentou a operação policial realizada em outubro nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Caiado classificou a ação como estratégica e destacou a ausência de civis entre os atingidos, além de mencionar o alto poder de armamento das facções, incluindo fuzis e o uso de drones.
O pré-candidato atribuiu a piora dos índices de segurança pública à falta de firmeza de governantes e afirmou não ter tolerância com práticas criminosas. Ele também destacou os impactos econômicos da violência, afirmando que empresas brasileiras destinam mais de R$ 155 bilhões por ano para segurança privada.
A declaração reforça o posicionamento de Caiado de priorizar a segurança pública como um dos eixos centrais de sua pré-candidatura à Presidência.
Redação: Integração News
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