sábado , 7 março 2026

Hugo Motta defende atuação do STF após operação da PF contra deputados federais

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (19), após uma operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvos os deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), investigados por suspeita de desvio de cota parlamentar. Apesar disso, Motta ressaltou que eventuais excessos por parte do Judiciário podem ser prejudiciais ao país.

Em declaração à imprensa, o presidente da Câmara afirmou que situações envolvendo parlamentares e ações judiciais não são recebidas com satisfação pelo Legislativo, mas destacou que o Judiciário cumpre o seu papel constitucional. “Quando a gente tem um colega que é alvo de qualquer ação do Judiciário, não ficamos felizes, mas não cabe a esta Casa defender aquilo que não se pode defender”, disse.

Motta enfatizou a necessidade de equilíbrio nas investigações, destacando que é preciso separar casos legítimos de eventuais exageros. Segundo ele, se houver suspeitas de irregularidades cometidas por parlamentares, a apuração deve ocorrer de forma rigorosa. No entanto, alertou que excessos podem gerar impactos negativos. “Quando há exagero, isso é ruim para o país. Respeitamos o papel do Supremo, não temos compromisso com o que é incorreto, e a maior parte da destinação dos recursos é correta”, afirmou.

O presidente da Câmara também reforçou que seu papel institucional é acompanhar os desdobramentos para garantir que não ocorram abusos, defendendo o diálogo entre os Poderes como o melhor caminho para evitar conflitos.

Após a operação deflagrada pela Polícia Federal, o deputado Carlos Jordy classificou a ação como “perseguição”, enquanto Sóstenes Cavalcante afirmou não ter nada a temer diante das investigações.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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