domingo , 7 junho 2026

“Padre faixa-preta é acusado de agredir idosa em suposto exorcismo”

Um caso chocante ocorrido no interior paulista vem gerando forte indignação entre fiéis e comunidades católicas. O padre João José Bezerra, de 47 anos, vigário paroquial de Cerqueira César (SP) e faixa-preta de jiu-jitsu, é acusado de agredir brutalmente uma idosa de 62 anos durante uma celebração religiosa na Paróquia Nossa Senhora Consolata, em São Manuel (SP).

O episódio aconteceu no dia 7 de agosto, durante a novena de São Miguel Arcanjo. Segundo o boletim de ocorrência, o sacerdote, que se apresentou como “exorcista”, ordenou que todos se afastassem enquanto passava com o Santíssimo. Ao perceber que a mulher estava deitada no chão, dizendo estar “repousando no Espírito Santo”, ele teria iniciado um suposto ritual que acabou em violência: tapas, puxões de cabelo, socos, chutes e até arremesso contra um banco.

A vítima foi socorrida por fiéis e levada à Santa Casa da cidade, onde recebeu atendimento médico. Exames apontaram hematomas no rosto, no couro cabeludo e no ombro. Um boletim de ocorrência por lesão corporal foi registrado, e o caso já foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

Igreja afasta padre e pede desculpas

A Arquidiocese de Botucatu emitiu nota lamentando o ocorrido, pedindo desculpas à vítima e informando que o padre foi afastado cautelarmente de suas funções. A instituição ainda ressaltou que não há, na diocese, sacerdote oficialmente nomeado como exorcista e que rituais do tipo só podem ser realizados com autorização expressa do bispo. A Arquidiocese também informou que está custeando o tratamento médico da idosa e que instaurou procedimento interno para apurar os fatos.

Polícia conclui investigação inicial

A Delegacia Seccional de Botucatu já ouviu testemunhas, analisou imagens e encaminhou o caso para avaliação judicial. Agora, caberá ao Judiciário decidir os próximos passos. Enquanto isso, a repercussão cresce nas redes sociais, com muitos internautas cobrando punição exemplar para o padre.

O episódio levanta questionamentos sobre os limites da prática religiosa, a necessidade de fiscalização de rituais e a proteção de fiéis em celebrações. A comunidade local segue abalada com a violência registrada dentro de um espaço que deveria ser de fé, acolhimento e respeito.

Redação

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