terça-feira , 17 março 2026

Justiça Eleitoral de Goiás lança IA contra fake news e deepfakes às vésperas das eleições

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) realiza nesta terça-feira (17) uma audiência pública para apresentar e debater o Sistema GuaIA, uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG). O objetivo é combater a disseminação de fake news e deepfakes, especialmente durante o período eleitoral. O encontro acontece às 15h, no Auditório Levino Emiliano dos Passos, na sede da Corte, em Goiânia.

Segundo o TRE-GO, a ferramenta ainda está em fase de construção e tem como foco monitorar conteúdos digitais e contribuir para a confiabilidade das informações que circulam durante o processo eleitoral.

A audiência deve reunir representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Defensoria Pública, Procuradoria Regional Eleitoral, Ministério Público de Goiás, partidos políticos e sociedade civil. A proposta é apresentar o projeto e coletar sugestões para aprimoramento, incluindo seus fundamentos técnicos e jurídicos.

Lançado em agosto de 2024, o sistema GuaIA foi finalista do Prêmio Inovação 2025, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A plataforma analisa conteúdos em sites, redes sociais, vídeos e áudios, identificando possíveis manipulações e atribuindo uma pontuação de 0 a 100 para medir o grau de veracidade das informações.

Enquanto isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também intensifica ações contra desinformação, considerada um dos principais desafios das eleições deste ano. A Corte aprovou recentemente regras para o uso de inteligência artificial no processo eleitoral, incluindo a proibição de conteúdos manipulados nas redes sociais nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores à votação.

O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores e deputados.

Entre as medidas aprovadas pelo TSE, também está a proibição de conteúdos falsificados envolvendo imagem, voz ou montagens com teor sensível, além de impedir que ferramentas de IA sugiram candidatos aos eleitores. Em caso de descumprimento, provedores de internet poderão ser responsabilizados.

Deepfakes — conteúdos manipulados por inteligência artificial que simulam com alta precisão rostos, vozes e falas — estão no centro das preocupações da Justiça Eleitoral, que busca antecipar soluções para garantir a integridade do processo democrático.

Redação: Integração News

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