A crise na saúde municipal ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (25/08). A vereadora Aava Santiago (PSDB) convocou uma reunião emergencial com trabalhadores das maternidades Dona Íris, Nascer Cidadão e Célia Câmara, após receber uma série de denúncias sobre irregularidades e precarização no atendimento.
O encontro está marcado para as 13h, no auditório Carlos Eurico, na Câmara Municipal de Goiânia. Segundo a vereadora, o objetivo é ouvir os profissionais que atuam diretamente nas unidades e cobrar providências imediatas da Prefeitura.
Denúncias graves
Entre os relatos recebidos pelo gabinete de Aava Santiago estão:
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falta de insumos básicos;
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atrasos no pagamento de salários;
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superlotação constante;
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pressão para que funcionários assinem pedidos de demissão, em vez de receberem a rescisão contratual;
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resistência das novas Organizações Sociais (OSs) em recontratar trabalhadores já atuantes.
“Tratar com negligência os profissionais que sustentam esses serviços é condenar milhares de mães e bebês à desassistência. Não vamos aceitar esse abandono”, afirmou a parlamentar.
Transição sob questionamento
A reunião acontece em meio à polêmica transição da gestão das maternidades. Atualmente administradas pela Fundahc (Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas), as unidades passarão a ser geridas, a partir de 29 de agosto, por Organizações Sociais contratadas emergencialmente pela Prefeitura.
O contrato emergencial terá duração de três meses e custará aos cofres públicos cerca de R$ 38 milhões. Entretanto, denúncias de pressões e irregularidades já foram formalizadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) na última sexta-feira (23).
A Prefeitura, por sua vez, nega qualquer irregularidade e garante que a transição está sendo acompanhada por comissões oficiais.
Clima de insegurança
Para os trabalhadores, a mudança de gestão traz insegurança quanto à continuidade dos empregos e às condições de trabalho. Além disso, o risco de desassistência preocupa a população, já que as três maternidades são referência no atendimento a gestantes e recém-nascidos em Goiânia.
A reunião desta segunda-feira deve servir como termômetro da insatisfação da categoria e abrir espaço para que denúncias e reivindicações sejam formalizadas diante do poder público.
Redação
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