Um caso chocante mobiliza autoridades e revolta a população de Anápolis. Um homem de 31 anos, que acumula quase 20 passagens pela polícia, está preso preventivamente suspeito de agredir a própria filha de apenas três meses. A bebê foi internada em estado gravíssimo com traumatismo cranioencefálico e está em protocolo de morte encefálica.
Histórico de violência e negligência
O suspeito, segundo registros policiais, responde a uma extensa ficha criminal que inclui lesão corporal, ameaça, injúria, dano, posse de drogas, injúria racial e até agressões contra agentes de segurança. No dia da ocorrência, ele estaria responsável pelos cuidados da criança quando, de acordo com a versão inicial, ela teria se engasgado com leite. Porém, exames apontaram lesões compatíveis com agressão.
Além da bebê, outros três filhos do casal, com idades entre 4 e 12 anos, viviam em condições insalubres e eram frequentemente deixados sozinhos, sem alimentação ou supervisão. Relatos apontam que os pais saíam de casa para consumir drogas, deixando as crianças abandonadas.
Prisão e possível acusação de homicídio
A prisão temporária do suspeito foi convertida em preventiva pela Justiça, e a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) conduz as investigações. Caso a morte da bebê seja confirmada, ele poderá responder por homicídio doloso, maus-tratos e abandono de incapaz, crimes que, juntos, podem render até 35 anos de prisão.
A sociedade anapolina acompanha o caso com indignação, enquanto os irmãos da vítima foram acolhidos pela avó materna. O inquérito segue em andamento e novos desdobramentos são aguardados nos próximos dias.
Redação
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