Uma grande operação integrada entre a Polícia Civil de Goiás e forças de segurança de outros 17 estados foi deflagrada nesta quinta-feira (16/4) para combater grupos envolvidos na disseminação de violência extrema, discurso de ódio e exploração sexual de menores na internet.
A ofensiva ocorreu simultaneamente em diversas cidades do país, com cumprimento de mandados judiciais e ações voltadas à desarticulação de redes criminosas que atuavam em plataformas digitais.
Foram realizadas diligências nos estados de Goiás, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Segundo as autoridades, a operação teve como principal objetivo reprimir crimes ligados a atos extremistas, incluindo possíveis ataques em ambiente escolar, além do combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e ao compartilhamento desse tipo de conteúdo na internet.
Paralelamente às ações de campo, também foram solicitadas às plataformas digitais medidas de moderação, remoção de conteúdos ilícitos e desativação de perfis e grupos investigados.
De acordo com o Ministério da Justiça, o resultado parcial da ação aponta:
- 2 mandados de prisão temporária cumpridos;
- 1 prisão em flagrante;
- 26 mandados de busca e apreensão;
- 2 mandados de internação de adolescentes;
- 180 contas em plataformas digitais moderadas;
- 19 servidores da plataforma Discord moderados;
- Mais de 5.500 usuários de redes sociais e aplicativos de mensagens impactados.
Ainda conforme o ministério, a atuação coordenada permitiu identificar conexões entre indivíduos e comunidades virtuais espalhadas por diferentes regiões do Brasil.
Relatórios elaborados pelas Polícias Civis detectaram padrões de comportamento associados à radicalização online, incentivo à violência e formação de grupos em ambientes digitais, fortalecendo as investigações em andamento.
Em nota oficial, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou que a prioridade da operação foi impedir que ameaças virtuais resultassem em crimes reais.
“Os números da Operação Bulwark mostram a capacidade do Estado de agir de forma integrada para interromper redes digitais nocivas antes que produzam consequências no mundo real”, afirmou.
A operação reforça o avanço das autoridades no monitoramento de crimes digitais e no combate a ameaças que utilizam a internet como ferramenta para radicalização, violência e exploração criminosa.
Redação: Integração News
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