O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode enfrentar uma ampla reformulação ministerial até abril, com a possível desincompatibilização de cerca de 20 ministros interessados em disputar as eleições de 2026. A movimentação faz parte do xadrez político do governo para fortalecer alianças regionais e ampliar a presença da base aliada no Congresso e nos Executivos estaduais.
Na quarta-feira (21), a deputada federal licenciada e ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou que será candidata ao Senado pelo Paraná. Além dela, outras integrantes do primeiro escalão também avaliam entrar na disputa eleitoral.
As ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) são cotadas para concorrer, respectivamente, ao governo e ao Senado pelo estado de São Paulo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também aparece como possível candidato à Casa Alta pelo mesmo estado.
Haddad, no entanto, tem demonstrado resistência à ideia e sinaliza preferência por permanecer no governo, atuando diretamente na campanha de reeleição de Lula. Ainda assim, interlocutores não descartam a possibilidade de ele atender a um eventual pedido do presidente para entrar na disputa.
Outros ministros já estão confirmados ou figuram como potenciais candidatos. Até mesmo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) chegou a ser citado como possível nome para o governo ou o Senado por São Paulo. O pessedista, contudo, tem reiterado a intenção de seguir ao lado de Lula até o fim do mandato.
De acordo com o Integração News, a lista de ministros que podem disputar o pleito inclui:
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Alexandre Silveira (Minas e Energia): Senado por Minas Gerais
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André de Paula (Pesca e Aquicultura): Câmara dos Deputados por Pernambuco
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André Fufuca (Esporte): Senado pelo Maranhão
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Anielle Franco (Igualdade Racial): Senado ou Câmara pelo Rio de Janeiro
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Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária): Governo ou Senado por Mato Grosso
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Fernando Haddad (Fazenda): Governo ou Senado por São Paulo
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Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais): Senado pelo Paraná
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Jader Filho (Cidades): Governo do Pará
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Macaé Evaristo (Direitos Humanos): Câmara dos Deputados por Minas Gerais
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Márcio França (Microempresa): Senado por São Paulo
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Margareth Menezes (Cultura): Senado pela Bahia
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Marina Silva (Meio Ambiente): Senado por São Paulo
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Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário): Câmara dos Deputados por São Paulo
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Renan Filho (Transportes): Governo de Alagoas
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Rui Costa (Casa Civil): Senado pela Bahia
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Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos): Senado ou Câmara por Pernambuco
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Simone Tebet (Planejamento): Senado por São Paulo ou Mato Grosso do Sul
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Sônia Guajajara (Povos Indígenas): Câmara dos Deputados por São Paulo
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Waldez Góes (Integração Regional): Senado pelo Amapá
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Wolney Queiroz (Previdência Social): Câmara dos Deputados por Pernambuco
A eventual saída desses ministros deve provocar uma das maiores reformas ministeriais do atual governo, com impacto direto na articulação política e na estratégia eleitoral do Palácio do Planalto para 2026.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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