A partir de 2026, os goianos vão sentir no bolso a mudança nas alíquotas do ICMS sobre combustíveis. O novo modelo define valores fixos para o imposto: R$ 1,17 por litro de diesel e biodiesel; R$ 1,57 por litro de gasolina e etanol anidro; e R$ 1,47 por quilo de GLP, incluindo o derivado do gás natural. Com isso, o impacto direto no preço para o consumidor deve ser de cerca de R$ 0,10 por litro de gasolina e R$ 0,05 por litro de diesel.
A atualização foi aprovada pelos deputados da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) a pedido do Governo do Estado. Segundo o Executivo, a medida busca adequar a arrecadação estadual ao modelo nacional de tributação e trazer previsibilidade para o setor.
Em entrevista ao Integração News, o presidente do Sindiposto, Márcio Andrade, explicou que, na prática, cada posto precisará revisar seus custos e decidir se repassará o aumento ao consumidor. “O impacto estimado é de R$ 0,10 na gasolina e R$ 0,05 no diesel. Mas, embora pareça pequeno, qualquer reajuste influencia toda a economia, especialmente o transporte rodoviário, que depende do diesel. Pequenos aumentos se acumulam e acabam elevando o preço de serviços e produtos essenciais”, afirmou.
A Secretaria de Economia de Goiás reforçou que o reajuste segue uma atualização anual das alíquotas, com base na variação média dos preços dos combustíveis no mercado nacional, conforme divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O líder do Governo na Alego, deputado Talles Barreto (UB), explicou que a aprovação da nova alíquota é, na prática, uma “convalidação” de uma determinação do Confaz, que estabelece que todos os estados devem uniformizar a cobrança. Márcio Andrade reforçou que a medida é nacional e segue um acordo entre todos os estados, sendo obrigatório homologar a decisão tomada pelo Confaz.
Na votação, oito deputados se posicionaram contra: Clécio Alves (Republicanos), Bia de Lima e Mauro Rubem (PT), Delegado Eduardo Prado, Major Araújo e Paulo Cezar Martins (PL), além de Gustavo Sebba e José Machado (PSDB). No entanto, a maioria do Governo na Alego, com 16 votos, garantiu a aprovação.
Como funciona o aumento do ICMS
O ICMS é adicionado diretamente ao custo do combustível antes de chegar ao consumidor. Por exemplo, a gasolina passa a ter R$ 1,57 por litro referentes apenas ao imposto. No caso do GLP, o impacto é ainda maior: um botijão de 13 quilos terá R$ 19,11 apenas de ICMS, representando um aumento significativo no preço final.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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