sábado , 7 março 2026

Operação Check-up 192 investiga suposto desvio de recursos do SAMU em Goiânia

Deflagrada na manhã desta sexta-feira (28/11), a Operação Check-up 192 apura possíveis desvios de recursos públicos destinados à manutenção do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Goiânia. Segundo as investigações, o esquema teria acontecido entre 2022 e 2024, período da gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (Solidariedade). O ex-gestor, no entanto, afirma que não é alvo da operação, e que as irregularidades envolvem servidores e empresas contratadas.

A ação é conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF). Entre os pontos investigados estão falhas na manutenção da frota do SAMU e simulações de funcionamento de ambulâncias. A suspeita principal é de que algumas viaturas ficaram inoperantes por longos períodos, mas continuaram registrando despesas e recebendo recursos como se estivessem em operação.

Durante as apurações, foram encontrados indícios de serviços simulados, superfaturamento e reparos em oficinas clandestinas. Também há suspeitas de que empresas contratadas tenham emitido notas fiscais falsas ou cobrado valores acima do serviço realmente prestado.

A 5ª Vara Federal Criminal de Goiás autorizou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, sendo sete em Goiânia e dois em Aparecida de Goiânia. Entre os alvos estão servidores municipais, empresas contratadas e pessoas físicas apontadas como possíveis participantes do esquema.

A CGU disponibiliza o canal Fala.BR para denúncias sobre a operação ou outras irregularidades. As manifestações podem ser feitas de forma anônima, selecionando a opção “Não identificado”, escolhendo a categoria “Operações CGU” e informando o nome da operação e o estado onde ocorreu a ação.

Em nota, o ex-prefeito Rogério Cruz disse ao Integração News  que “não é investigado, nem figura entre os alvos da Operação Check-up 192”. Segundo ele, “as apurações tratam exclusivamente de eventuais irregularidades operacionais e administrativas relacionadas à manutenção da frota do SAMU, envolvendo servidores e empresas contratadas”.

Rogério ainda ressaltou que essas rotinas técnicas são de responsabilidade direta da Secretaria Municipal de Saúde, amparadas por processos internos e fiscalização própria. Ele aproveitou para reforçar seu compromisso com a transparência e disse confiar no trabalho das instituições responsáveis pelas investigações.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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