Pela primeira vez, o Governo de Goiás conseguiu zerar a fila de pedidos de licenciamento ambiental no Estado. O anúncio foi feito nesta terça-feira (4) pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). O feito histórico é resultado de uma força-tarefa criada pela pasta, que analisou 867 processos em apenas um mês, atendendo 286 solicitações. As licenças liberadas somam R$ 807 milhões em investimentos declarados.
Entre os processos atendidos, 102 licenças foram emitidas para a Equatorial, relacionadas a obras de energia — como linhas de distribuição, transmissão e subestações. Outras 37 licenças foram concedidas à Agência Goiana de Infraestrutura (Goinfra) para a construção de rodovias e pontes.
A força-tarefa contou com 71 servidores da Semad, incluindo profissionais da área de licenciamento e de outros setores com experiência nos trâmites ambientais. “Todos trabalharam em regime integral, muitas vezes madrugada adentro, para que a meta fosse alcançada”, destacou a secretária Andréa Vulcanis.
Do total de processos analisados, 519 tratavam de pedidos de supressão de vegetação nativa para atividades agropecuárias e de silvicultura. Outros 187 estavam ligados a obras de infraestrutura, como estradas, aterros sanitários, barragens e linhas de transmissão. Já 161 processos envolviam atividades minerárias, criação de animais e postos de combustíveis.
Esses 867 pedidos faziam parte do passivo acumulado até o fim de setembro de 2025. As novas solicitações, feitas a partir de 1º de outubro, passam agora a ser distribuídas entre os analistas da Superintendência de Licenciamento Ambiental, com a meta de garantir resposta a cada pedido em até 30 dias após a formalização.
Segundo Andréa Vulcanis, o ritmo acelerado não comprometeu a qualidade do trabalho. “A rapidez dos resultados não significou perda de qualidade nas análises. Nossos servidores mantiveram o mesmo padrão de transparência e seriedade de sempre, o que torna essa conquista ainda mais significativa”, afirmou.
A transformação do licenciamento ambiental em Goiás começou em 2020, com o lançamento do Sistema Ipê — plataforma 100% desenvolvida pela Semad. O sistema digitalizou todo o processo de licenciamento, reduzindo o tempo médio de análise de três anos, como ainda ocorre em outros estados, para cerca de 60 a 70 dias em Goiás.
Mesmo com essa agilidade, a demanda seguia maior que a capacidade de análise da secretaria, o que gerou o passivo agora eliminado.
Com a fila zerada e o uso intensivo da tecnologia, Goiás se consolida como referência nacional em eficiência e transparência no licenciamento ambiental.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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