sábado , 7 março 2026

Prefeitura de Goiânia muda estratégia para afastar urubus do lixão e abandona uso de foguetes

Após críticas à medida inicial, a Prefeitura de Goiânia anunciou nesta quarta-feira (22) uma mudança na forma de afastar os urubus do lixão da capital. O prefeito Sandro Mabel informou que não serão mais utilizados foguetes e rojões, previstos em um contrato de R$ 151 mil firmado pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Em vez disso, os agentes passarão a usar tiros de ar comprimido e um novo sistema sonoro que reproduzirá o som de águias — predadores naturais dessas aves.

De acordo com o prefeito, a nova tecnologia foi inspirada em experiências bem-sucedidas de outras cidades, como Uberlândia (MG). “Estamos substituindo os foguetes por duas alternativas: uma rede de ar comprimido que produz som semelhante, mas sem fogos, e um sistema de sonorização que emite o som de águias”, explicou Sandro Mabel.

A decisão inicial da prefeitura gerou preocupação e críticas. O contrato previa a compra de 11.520 foguetes e rojões do tipo “12 por 1 tiro”, totalizando R$ 151.675,20, para dispersar aves no lixão. Contudo, o uso desses fogos de artifício é proibido por uma lei estadual de 2022, que veta a queima e manuseio desses materiais em ambientes públicos e privados. Além disso, especialistas alertaram para o risco de incêndios, já que o lixão produz gás metano, altamente inflamável.

O delegado Luziano de Carvalho, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (DEMA), ressaltou que o uso desses equipamentos só é permitido em situações específicas e com licença ambiental, como nos aeroportos, para evitar acidentes com aves.

Durante o anúncio, Sandro Mabel confirmou ainda a renovação do contrato da Comurg, que teve um aumento de R$ 24 milhões e passa a valer R$ 595 milhões por ano. Entre as principais mudanças está a retomada da gestão do lixão pela Comurg, que antes estava sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

“Incluímos diversos serviços que a Comurg já realizava, mas não cobrava, como a administração do lixão, que agora será feita pela companhia”, afirmou o prefeito.

Fonte: MaisGoiás

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