sábado , 7 março 2026

MP investiga fraude em obra de escola em Itapaci

O Ministério Público de Goiás (MPGO) abriu uma ação contra cinco pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de fraude na construção e ampliação do Colégio Estadual Santa Terezinha, no município de Itapaci, região norte do estado. O contrato, no valor de R$ 1.664.798,00, previa melhorias na infraestrutura da escola, mas segundo a denúncia, o acordo foi firmado com uma empresa de fachada, registrada em nome de um laranja.

Segundo o MP, o verdadeiro dono da empresa J. de Andrade Silva Júnior Eireli seria Denis Pedro Matos da Silva, um militar da ativa que, por lei, não pode ser sócio de empresa privada. Para burlar essa proibição, ele teria usado o nome de José de Andrade Silva Júnior, um pedreiro que não possui condições técnicas nem financeiras para assumir um contrato dessa magnitude.

De acordo com as investigações, os acusados se dividiram em funções para garantir que a fraude passasse despercebida:

  • Denis Pedro Matos da Silva: apontado como líder do esquema e verdadeiro dono da empresa.

  • José de Andrade Silva Júnior: serviu como laranja para esconder a real propriedade da firma.

  • Wanderley Messias da Silva: ficou responsável pelo financeiro e por tocar as obras.

  • Herculano Ramos Caiado: atuava como articulador e intermediário nas negociações.

  • Victor Wilson Alves da Silva: elaborava os documentos e propostas enviados à Secretaria de Educação (Seduc).

Todos os envolvidos foram denunciados por fraude em licitação, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa.

A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) identificou as irregularidades e cancelou o contrato em setembro de 2022. Desde então, a empresa foi descredenciada e está proibida de participar de novas licitações com o governo estadual.

Agora, o Ministério Público pede à Justiça que:

  • Os envolvidos sejam responsabilizados criminalmente;

  • O dinheiro recebido de forma indevida seja devolvido aos cofres públicos;

  • As empresas e pessoas físicas envolvidas fiquem impedidas de contratar com o poder público.

A comunidade escolar de Itapaci ficou no prejuízo. A obra foi paralisada, e pais, professores e alunos seguem aguardando uma nova licitação para que a estrutura do colégio finalmente seja concluída.

O Goiás da Gente continuará acompanhando o caso para garantir que a verdade apareça — e que o dinheiro do cidadão goiano seja respeitado.

Redação

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