Uma ação integrada das autoridades de Goiás tem intensificado a fiscalização contra a comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol no estado. Até o momento, a força-tarefa já apreendeu mais de 75 mil unidades de bebidas vencidas, sem procedência ou sem registro no Ministério da Agricultura (MAPA).
A operação, realizada em duas etapas nos dias 2 a 4 e 9 a 11 de outubro, percorreu 22 cidades goianas, entre elas Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Catalão e Caldas Novas. No total, 1.193 estabelecimentos comerciais foram fiscalizados, resultando em 70 autuações pelo Procon-GO e a condução de 39 pessoas à delegacia para esclarecimentos.
Além da apreensão dos produtos, foram coletadas 665 amostras de bebidas para análises laboratoriais, com 486 procedimentos policiais instaurados e 139 perícias requisitadas, demonstrando o rigor das investigações.
O objetivo principal da força-tarefa é proteger a saúde pública, evitando novos casos de intoxicação por metanol, que vêm sendo registrados em outros estados do Brasil. As autoridades reforçam a importância de comprar bebidas em estabelecimentos autorizados e atentos à origem dos produtos.
Em um dos casos mais recentes, em Trindade, um proprietário de distribuidora foi preso após a fiscalização encontrar garrafas com lacres rompidos, produtos vencidos e cachaças sem o CNPJ do fabricante, caracterizando possível falsificação. Engradados de bebidas vencidas desde o ano anterior também foram encontrados nos fundos do estabelecimento.
Até o momento, cinco pessoas foram conduzidas para depoimento, mas ainda não houve prisões relacionadas diretamente ao crime de adulteração com metanol, que é tipificado pelo artigo 272 do Código Penal, com pena prevista de quatro a oito anos de reclusão em caso de dolo.
A força-tarefa segue atuante para coibir a circulação dessas bebidas perigosas, garantindo mais segurança para a população goiana.
Redação
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