quarta-feira , 21 outubro 2026

“Moradores protestam contra fechamento da emergência do Cais Amendoeiras”

Goiânia (GO) – A manhã desta segunda-feira (6) foi marcada por protestos em frente ao Cais Amendoeiras, na região leste de Goiânia. Moradores, profissionais da saúde e lideranças comunitárias se reuniram para manifestar indignação contra a decisão da Prefeitura de encerrar os atendimentos de urgência e emergência na unidade, que desde quinta-feira (3) funciona apenas como ambulatório.

Com faixas e cartazes nas mãos, os manifestantes gritavam palavras de ordem e pediam a reabertura imediata dos serviços de emergência. “Não podemos ficar sem socorro!”, dizia uma moradora, emocionada, ao relatar que utiliza o Cais há mais de dez anos para atendimentos rápidos e casos de urgência.

A principal preocupação dos moradores é o vazio assistencial que a medida pode gerar. Muitos afirmam que, sem o pronto-atendimento do Amendoeiras, precisarão se deslocar para outras regiões da cidade, como o Cais Vila Nova ou o Hospital das Clínicas, o que pode aumentar o tempo de espera e colocar vidas em risco.

“Se uma criança passar mal de madrugada, para onde a gente vai correr? Aqui era o único socorro da região”, questionou dona Maria Aparecida, moradora do bairro há 18 anos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que o fechamento da emergência faz parte de uma reestruturação na rede de saúde, com o objetivo de padronizar as unidades e adequá-las a normas federais. Segundo a pasta, o Cais Amendoeiras passará a operar exclusivamente como unidade ambulatorial, o que permitirá à Prefeitura captar recursos específicos do Ministério da Saúde.

A SMS garantiu ainda que os atendimentos de urgência foram remanejados para unidades de referência próximas, mas não especificou quais delas absorverão a demanda da população do leste goianiense.

Durante o ato, representantes comunitários afirmaram que não foram consultados ou informados previamente sobre a mudança. O sentimento predominante entre os moradores é de revolta e abandono.

“É um absurdo tomar uma decisão dessas sem ouvir a comunidade. Aqui atendem centenas de pessoas por dia. Isso é um desrespeito com o povo”, disse um dos líderes do movimento.

Enquanto a prefeitura defende a medida como uma reorganização necessária, quem depende do serviço sente na pele o impacto da decisão. Para os moradores, o Cais Amendoeiras é mais que um posto de saúde — é uma porta de entrada vital para quem não pode esperar.

Redação

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