Eduardo Tagliaferro, que já trabalhou com o ministro no TSE, foi alvo de medida cautelar de restrição de circulação; ele responde a processos no Brasil e é alvo de pedido de extradição.
O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, foi conduzido nesta semana a uma delegacia na Itália. De acordo com informações da defesa, a medida teve caráter administrativo e resultou na aplicação de uma restrição de circulação no país europeu.
Segundo o advogado, Tagliaferro compareceu ao local apenas para conferência de documentos e, em seguida, foi liberado para retornar à sua residência. Apesar disso, pesa contra ele um pedido de extradição formulado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Tagliaferro deixou o cargo no TSE em maio de 2023, após ser preso por violência doméstica. Ele também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto vazamento de mensagens internas de servidores do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos últimos meses, o ex-assessor passou a fazer acusações contra Moraes. Em depoimento no Senado, afirmou que o ministro teria direcionado investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. Moraes, por sua vez, nega as alegações e sustenta que todas as decisões judiciais relacionadas ao caso seguiram os trâmites legais.
A situação de Tagliaferro segue em análise pelas autoridades italianas e brasileiras. O caso deve ganhar novos desdobramentos com a tramitação do pedido de extradição.
Redação
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