A vereadora Elizabeth Maciel (Republicanos-AM), conhecida como Betinha, provocou forte reação em todo o país após declarações polêmicas durante uma sessão na Câmara Municipal de Borba, no interior do Amazonas. Em vídeo que circula nas redes sociais, a parlamentar afirmou de forma explícita:
“Eu aprovo, eu sou a favor da violência contra mulher. Sim, quando um homem bate na mulher eu aprovo. Tem mulher que merece apanhar.”
As falas, classificadas como inaceitáveis por instituições públicas e organizações de defesa dos direitos da mulher, foram vistas como uma naturalização da violência doméstica e um ataque direto à Lei Maria da Penha, criada justamente para proteger mulheres em situação de vulnerabilidade.
Diante da pressão popular e da repercussão negativa, a vereadora divulgou uma nota e um vídeo de retratação, reconhecendo que usou palavras “inadequadas, desrespeitosas e incompatíveis com os princípios de dignidade, igualdade e respeito”.
Ela acrescentou ainda que “de forma alguma foi minha intenção justificar ou naturalizar qualquer forma de violência” e pediu perdão às mulheres que se sentiram ofendidas.
A Polícia Civil do Amazonas informou que abriu investigação para apurar as declarações de Elizabeth Maciel, que pode responder criminalmente pelo discurso. A própria Prefeitura de Borba e a Câmara Municipal repudiaram a fala da vereadora, ressaltando que a violência contra a mulher é crime e jamais deve ser incentivada ou relativizada.
Nas redes sociais, a declaração causou indignação e foi amplamente criticada por ativistas, movimentos sociais e internautas. Para especialistas em direitos humanos, declarações como a de Betinha fragilizam a confiança das mulheres nas instituições e podem reforçar o medo de denunciar casos de agressão.
O Brasil ocupa os primeiros lugares no ranking mundial de feminicídios, e segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de violência doméstica a cada dois minutos no país.
Redação
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