O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira (30) que irá disputar a reeleição em 2026. A declaração foi feita após uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no condomínio em que ele vive, em Brasília. O encontro também contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Durante a reunião, Tarcísio descartou a possibilidade de concorrer à Presidência da República e reforçou que sua prioridade é tentar um segundo mandato no governo paulista. “Minha visita foi de cortesia, de agradecimento. Não houve discussão de interesses pessoais. Meu caminho é disputar a reeleição”, afirmou.
A visita ganhou peso político em meio ao debate sobre o futuro dos presos e processados pelos atos de 8 de janeiro. O governador criticou a proposta em análise na Câmara dos Deputados, relatada por Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que prevê apenas a redução das penas. Para Tarcísio, a medida “não é suficiente” e não contempla os anseios da base bolsonarista, que pressiona por uma anistia ampla.
Flávio Bolsonaro reforçou que a definição de um nome para a corrida presidencial da direita dependerá do desfecho desse tema. Segundo ele, a decisão sobre quem representará o grupo em 2026 ainda está em aberto.
Do lado de fora do condomínio, manifestantes exibiram faixas contra a anistia e cobraram explicações de Tarcísio sobre sua desistência de uma eventual candidatura presidencial. O ato reforça a divisão existente entre os próprios apoiadores do bolsonarismo.
Ao reafirmar que disputará a reeleição, Tarcísio adota um tom de cautela e evita se colocar desde já em uma disputa presidencial que pode fragmentar seu campo político. No entanto, ao criticar a redução de penas, ele sinaliza alinhamento com a ala mais fiel ao ex-presidente Bolsonaro, assumindo um discurso que pode trazer apoios, mas também riscos de desgaste junto ao eleitorado mais moderado.
Redação
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