Dois dias após a morte de uma jovem de 17 anos em Goiânia, vítima de choque elétrico ao entrar em contato com fiação irregular durante a forte chuva que atingiu a capital, o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) anunciou a criação de uma força-tarefa permanente para a retirada de cabos clandestinos dos postes da cidade.
Segundo o prefeito, a medida será rigorosa: “Se não tiver identificação, o fio será retirado”. Mabel estima que o trabalho, considerado um problema crônico de Goiânia, deverá se estender até 2027.
A prefeitura já aplicou mais de 300 multas de R$ 20 mil contra operadoras responsáveis por fios sem identificação, mas, segundo o gestor, a punição não tem sido suficiente para coibir a prática. Ele também afirmou que o município não arcará com os custos da operação. “O fio não é meu, o poste não é meu. Quem vai pagar são as empresas”, reforçou.
Além da questão da fiação, Mabel comentou sobre a revitalização da Marginal Botafogo, uma das áreas mais críticas da capital, que receberá obras de contenção, drenagem e recuperação estrutural. O investimento, orçado em cerca de R$ 300 milhões, contará com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O prefeito ainda citou o projeto de implantação de grama sintética em canteiros, reconhecendo que a iniciativa não deu certo em alguns pontos. “Nem toda inovação funciona de primeira, mas estamos ajustando”, disse.
A morte da adolescente expôs a gravidade do problema dos fios irregulares em Goiânia. A iniciativa da prefeitura busca não apenas organizar a rede, mas principalmente garantir a segurança da população, que convive diariamente com riscos em calçadas, postes e vias públicas.
Redação
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