sábado , 7 março 2026

Motim no plenário resulta em suspensão de parlamentares

A Câmara dos Deputados decidiu aplicar punições a 14 parlamentares que participaram de um motim contra o presidente da Casa, Marcos Pereira, em 5 de agosto. Na ocasião, deputados e senadores ocuparam as mesas do plenário do Congresso Nacional em protesto, paralisando as atividades legislativas.

O corregedor da Câmara, deputado Diogo Coronel (PSD-BA), apresentou representação ao Conselho de Ética, que deu parecer favorável às penalidades. O episódio foi classificado como grave por ter interrompido sessões do Parlamento em um ato considerado incompatível com o decoro parlamentar.

Três deputados foram enquadrados com suspensão temporária do mandato:

  • Marcos Pollon (PL-MS) – afastado por 120 dias, acusado de liderar o movimento e de proferir insultos contra o presidente Marcos Pereira.

  • Marcel Van Hattem (Novo-RS) – suspenso por 30 dias.

  • Zé Trovão (PL-SC) – suspenso por 30 dias.

Os demais 11 deputados receberam censura escrita, sanção mais branda, mas que pode evoluir para suspensão em caso de reincidência. Estão na lista: Sóstens Cavalcante (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Zucco (PL-RS), Allan Garcês (PP-MA), Caroline De Toni (PL-SC), Marco Feliciano (PL-SP), Domingos Sávio (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Júlia Zanatta (PL-SC) e Paulo Bilynskyj (PL-SP).

O protesto ocorreu como forma de pressão para que os presidentes da Câmara e do Senado pautassem a anistia de investigados pelos atos de 8 de janeiro e um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. Os parlamentares envolvidos sentaram nas mesas do plenário, gesto simbólico que acabou paralisando os trabalhos.

A decisão do Conselho de Ética reforça a postura da Mesa Diretora de coibir atitudes consideradas desrespeitosas ao regimento e ao funcionamento da Casa.

Redação

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