A proposta da Prefeitura de Goiânia de reduzir os valores pagos aos médicos que atuam em plantões da rede municipal será analisada pelo Conselho Municipal de Saúde no próximo dia 24 de setembro. A medida tem gerado preocupação entre profissionais da saúde e entidades de classe, que apontam risco de impacto no atendimento da população.
Atualmente, médicos generalistas que atuam em Urgência e Emergência recebem R$ 1.680 por turno de 12 horas, o que equivale a R$ 140 por hora, além de um adicional de R$ 336 nos fins de semana, totalizando R$ 2.016 por plantão.
Pela proposta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os valores seriam reduzidos:
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Dias úteis: R$ 120 por hora (R$ 1.440 por turno de 12h).
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Fins de semana: R$ 130 por hora (R$ 1.560 por turno de 12h).
Isso representa uma queda de até 22,6% em comparação com a tabela atual.
Para os especialistas, como pediatras, ortopedistas e psiquiatras, os valores propostos são mais altos:
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R$ 180 por hora em dias úteis (R$ 2.160 por 12h).
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R$ 190 por hora aos fins de semana (R$ 2.280 por 12h).
A nova tabela também prevê ajustes para médicos da Atenção Primária, Vigilância em Saúde, Central de Regulação e ambulatórios especializados.
A presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás, Francine Leão, criticou a medida e alertou que a redução pode levar muitos profissionais a deixarem os plantões, o que comprometeria diretamente o atendimento público.
“A população pode ser a mais prejudicada, já que a sobrecarga ou a falta de médicos nas unidades pode se tornar uma realidade caso essa tabela seja aprovada”, disse.
A Secretaria Municipal de Saúde defende que a proposta está ajustada à realidade financeira da capital e à conjuntura do mercado. Segundo a pasta, a medida busca equilibrar as contas públicas e melhorar o dimensionamento dos profissionais.
A decisão final depende da deliberação do Conselho Municipal de Saúde. Até lá, o debate promete mobilizar médicos, gestores e a sociedade civil organizada.
Redação
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