sábado , 7 março 2026

STF reage com indiferença a novas ameaças dos EUA após condenar Bolsonaro

Brasília – Em meio ao clima tenso após a condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ministros da Corte afirmaram que vêm recebendo novas ameaças vindas dos Estados Unidos, mas garantem que enfrentam a situação com indiferença. Para eles, a tentativa de intimidação não altera em nada as decisões do tribunal.

As menções mais recentes estariam ligadas ao governo do republicano Donald Trump, que voltou ao poder, e a parlamentares norte-americanos alinhados ao ex-presidente brasileiro. A principal preocupação seria o uso da Lei Magnitsky, instrumento legal que permite a aplicação de sanções financeiras e restrições de viagem a autoridades acusadas de abusos ou corrupção.

Segundo informações, os ministros já discutiram o cenário com banqueiros, especialistas e autoridades econômicas, garantindo que, mesmo que medidas sejam aplicadas, conseguirão manter suas rotinas normalmente. “Podem gerar dificuldades pontuais, mas não mudam o essencial: nossa atuação independente”, teria dito um ministro ouvido pela reportagem.

Como sinal de unidade institucional, nomes como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso fizeram questão de marcar presença pública na sessão que condenou Bolsonaro, ainda que não fizessem parte da turma responsável pelo julgamento. O gesto foi entendido como resposta direta às pressões externas: uma demonstração de que o STF não recuará.

A ofensiva internacional contra o tribunal também tem provocado reações dentro dos EUA. Enquanto republicanos, como o senador Marco Rubio, criticam a decisão da Justiça brasileira, deputados democratas divulgaram carta pedindo que Trump cesse ações que “minam a democracia no Brasil”.

O episódio mostra como o julgamento de Bolsonaro ultrapassou fronteiras e se transformou em pauta internacional, colocando o STF brasileiro no centro de um embate político entre a direita trumpista e os defensores da democracia no Brasil.

Apesar das pressões, a Corte reafirma que não permitirá que intimidações externas interfiram em suas decisões.

Redação

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