sábado , 7 março 2026

STF reage a pressões externas e ironiza sanções com Mickey e Pateta

Durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisava a chamada “trama golpista”, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes usaram do humor para ironizar as pressões internacionais, especialmente vindas do governo dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump.

Ao defender seu voto pela condenação dos envolvidos, Flávio Dino destacou que o STF não se deixará intimidar por sanções ou ameaças externas, fazendo referência à suspensão de vistos de oito ministros brasileiros.

Com ironia, Dino questionou:
“Será que alguém imagina que um cartão de crédito ou o Mickey vão mudar um julgamento no Supremo?”

Nesse momento, o ministro Alexandre de Moraes interrompeu e sugeriu:
“Ou talvez o Pateta…”

A resposta de Dino arrancou risos:
“O pateta aparece com mais frequência nesses eventos todos.”

A fala é uma crítica indireta ao governo Trump, que tem intensificado a retórica contra ministros da Corte brasileira, acusando-os de perseguição política. Para Dino e Moraes, as tentativas de pressão não afetam a independência da Justiça brasileira.

Especialistas avaliam que o uso do humor foi uma forma de reforçar a autoridade do STF sem perder a oportunidade de conectar com o público, ao trazer símbolos universais da cultura americana — Mickey e Pateta — como metáforas da suposta tentativa de intimidação.

Nas redes sociais, o episódio repercutiu rapidamente. Internautas dividiram opiniões: enquanto apoiadores da Corte destacaram a firmeza dos ministros, críticos viram exagero nas ironias.

No cenário internacional, o episódio também chama atenção por expor o embate entre instituições brasileiras e a influência política dos Estados Unidos.

Redação

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