O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (10/09) que “não tem medo de usar meios militares e econômicos” para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo. A fala foi interpretada como um recado direto ao Brasil diante do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).
A afirmação foi feita pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante coletiva em Washington. Questionada sobre o processo contra Bolsonaro, ela afirmou que Trump considera o caso uma “execução política” e que o republicano está disposto a agir em defesa do aliado brasileiro.
Apesar do tom duro, Leavitt ressaltou que, por enquanto, não há medidas adicionais previstas contra o governo brasileiro.
A declaração causou forte reação no Itamaraty. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou repudiar qualquer tentativa de interferência estrangeira nos assuntos internos do país. “Defender a liberdade de expressão é também respeitar a democracia e a soberania do povo brasileiro”, disse o comunicado.
Juristas e analistas políticos brasileiros também viram risco de crise diplomática. Para eles, a fala de Trump pode intensificar tensões entre os dois países em um momento já delicado para a política nacional.
O ex-presidente Jair Bolsonaro é réu no STF por suposta participação em tentativa de golpe de Estado. A expectativa é de que a Corte avance no julgamento nas próximas semanas, o que tem gerado mobilização política dentro e fora do Brasil.
Enquanto Trump reforça publicamente seu apoio a Bolsonaro, setores do governo brasileiro avaliam os impactos diplomáticos e econômicos de uma possível escalada nas declarações americanas. Especialistas alertam que, mesmo sem ação concreta, a simples retórica de ameaça já representa um desgaste internacional para o Brasil.
Redação
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