O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus ligados aos atos de 8 de janeiro continua movimentando os bastidores de Brasília. A grande aposta de bolsonaristas era de que o ministro Luiz Fux, integrante da Primeira Turma do STF, poderia ser um ponto de virada. Mas, segundo análises de bastidores, essa expectativa deve ser frustrada.
Uma das esperanças do grupo político de Bolsonaro era de que Fux pedisse vista — ou seja, mais tempo para analisar o caso. Essa manobra poderia atrasar o julgamento em até 90 dias. Porém, conforme apontam informações de bastidores, o ministro não deve seguir por esse caminho.
Fux já demonstrou incômodo com a dosimetria das penas aplicadas em casos semelhantes e também com a validade da delação do tenente-coronel Mauro Cid. Mesmo assim, sua tendência não é votar pela absolvição do ex-presidente. A expectativa é que ele registre críticas pontuais, mas sem alterar o rumo central do julgamento.
O que deve aparecer em seu voto são questionamentos formais, como a discussão sobre a competência do STF para julgar o caso. Apesar disso, esses pontos dificilmente terão força para mudar a decisão já encaminhada.
Para aliados de Bolsonaro, Fux chegou a ser tratado como uma espécie de “salvação” no processo. Contudo, ao que tudo indica, o ministro não vai atender às expectativas de reverter condenações ou atrasar o desfecho.
Redação
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