sábado , 7 março 2026

Justiça condena a 20 anos autor de assassinato de fazendeiro em Goiás

O Tribunal do Júri de Ipameri condenou Pedro da Costa Mendes, de 29 anos, a 20 anos, 3 meses e 22 dias de prisão em regime fechado, pelo assassinato do fazendeiro Jorge Alex Gonçalves Tozi, de 48 anos. O crime, que ocorreu em 23 de junho de 2024, chocou Campo Alegre de Goiás e toda a região, já que foi cometido na frente da esposa e da filha da vítima, de apenas seis anos.

De acordo com a investigação, Pedro chegou armado a uma propriedade rural e disparou duas vezes contra Jorge Alex, efetuando até mesmo o chamado “tiro de confere” quando o fazendeiro já estava caído nos braços da esposa. O juiz Yvan Santana Ferreira classificou o homicídio como “brutal, covarde e cruel”, destacando o trauma causado à família.

O processo aponta que o crime pode ter sido motivado por vingança relacionada a dívidas. Em mensagens apresentadas à Justiça, o réu chegou a ameaçar familiares da vítima caso os valores não fossem quitados. Embora tenha confessado o assassinato, ele não detalhou a motivação exata.

A pena-base foi fixada em 18 anos e 9 meses, mas acabou sendo ampliada devido às qualificadoras — entre elas, o recurso que dificultou a defesa da vítima. Mesmo com a atenuante da confissão espontânea, a pena final chegou a 20 anos, 3 meses e 22 dias, sem direito de recorrer em liberdade.

Após o crime, Pedro fugiu e ficou escondido por duas semanas. Ele foi localizado em 7 de julho de 2024, em uma casa abandonada na zona rural de Ipameri, onde foi preso. No local, a polícia encontrou a carabina calibre .38 usada no homicídio e R$ 300 em espécie.

A sentença traz um desfecho aguardado por familiares e amigos da vítima, que acompanharam de perto o julgamento. A esposa de Jorge Alex, que presenciou o crime, foi uma das principais testemunhas do caso.

Redação

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