A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (3/9), durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que não existe “uma única prova” que comprove a participação de Bolsonaro em suposta trama golpista investigada pela Corte.
O advogado Celso Vilardi, responsável pela sustentação oral, destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pretende usar trechos da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, mesmo admitindo que parte do conteúdo é falso. Para ele, trata-se de uma “parcial falsidade” que não pode servir de base para uma acusação tão grave.
Vilardi também criticou o que classificou como cerceamento da defesa. Segundo ele, a equipe jurídica teve apenas 15 dias para analisar um volume de provas que chega a 70 terabytes de documentos, número considerado inviável para um exame completo. “A verdade é que a defesa não conhece a integralidade do processo”, afirmou.
O advogado ainda ressaltou que não há qualquer citação direta ao nome de Bolsonaro nos trechos em que Mauro Cid detalha supostos planos, como a “Operação Luneta” e o “Punhal Verde e Amarelo”.
Após a fala da defesa, o julgamento foi suspenso. A expectativa é que os ministros da Primeira Turma do STF retomem a análise no próximo dia 9 de setembro, quando deve ocorrer a leitura do voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, e a votação dos demais magistrados.
O processo apura se houve tentativa de golpe de Estado e atentado contra o Estado democrático de direito envolvendo o ex-presidente e aliados.
Redação
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