sábado , 7 março 2026

Cármen Lúcia corrige advogado de Ramagem e defende urnas eletrônicas

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, protagonizou um momento marcante durante a sessão de julgamento do chamado “núcleo 1” da trama golpista, nesta terça-feira (2). Ao intervir em fala do advogado Paulo Renato Cintra, defensor do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, a magistrada foi firme ao corrigir o uso equivocado dos termos voto impresso e voto auditável.

Segundo a ministra, a confusão entre os conceitos não é apenas um erro técnico, mas uma tentativa de lançar dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro.

“Voto impresso e voto auditável não são a mesma coisa. O sistema eletrônico brasileiro é auditável desde 1996 e segue sendo uma das formas mais seguras de votação no mundo”, declarou Cármen Lúcia.

Durante o julgamento, o advogado havia mencionado as expressões de forma intercambiável, o que levou a ministra a interromper sua fala. Ela reforçou que o modelo brasileiro já conta com auditorias em todas as etapas, desde os testes de integridade até a fiscalização por partidos, Ministério Público e sociedade civil.

“A confusão semeia desinformação. Nosso dever é esclarecer que o eleitor tem, sim, garantias de que o seu voto é registrado e apurado corretamente”, completou.

O episódio ocorre em meio ao processo que apura a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em supostas tentativas de desacreditar as urnas eletrônicas e organizar ações contra a democracia. Alexandre Ramagem, defendido por Cintra, é apontado como parte desse esquema.

Para especialistas, a manifestação de Cármen Lúcia reforça a posição do STF em blindar o sistema eleitoral contra ataques e teorias conspiratórias. A fala também ecoa dentro e fora do plenário, já que o tema da confiança nas urnas eletrônicas tem sido explorado politicamente nos últimos anos.

Redação

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