O clima entre o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) voltou a esquentar nesta semana. Após Gayer afirmar em vídeo estar “prestes a ser cassado e preso” por ter chamado o senador de “vagabundo”, Vanderlan reagiu de forma dura: chamou o colega de “mentiroso”, negou qualquer influência no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que imunidade parlamentar “não pode ser confundida com licença para cometer crimes”.
Gayer é alvo de uma ação penal no STF, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, em razão de declarações feitas em 2023 após a reeleição de Rodrigo Pacheco à presidência do Senado. No vídeo divulgado em suas redes, o deputado insinuou que Vanderlan teria relação com o processo e poderia contribuir para sua eventual cassação.
O senador goiano rebateu de imediato: destacou que nunca teve aproximação com Moraes e lembrou que foi um dos primeiros a assinar um pedido de impeachment contra o ministro, acompanhado por seu suplente Pedro Chaves.
Para Vanderlan, Gayer tenta inverter os fatos:
“Ele mente quando sugere que eu tenha qualquer ligação com seu processo. É mais uma estratégia de difamação e desinformação”, afirmou.
Vanderlan também exibiu trechos de reportagens que apontam Gayer como um dos principais produtores de fake news durante a pandemia, o que teria lhe rendido cerca de R$ 40 mil em monetização. “Não é de hoje que ele lucra com desinformação”, disparou.
Sobre a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, outro ponto levantado por Gayer, Vanderlan explicou que a vaga já estava destinada ao PSD e que ele era vice na legislatura anterior, lembrando inclusive que conversou pessoalmente sobre isso com o deputado.
O senador concluiu a resposta com críticas ao estilo de atuação de Gayer:
“Política precisa ser feita com responsabilidade. É preciso mais caráter para tratar da vida pública. Imunidade parlamentar não é autorização para cometer crimes.”
Redação
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