sábado , 7 março 2026

Base de Mabel racha e Câmara derruba Taxa do Lixo

A Câmara Municipal de Goiânia viveu um dia de forte tensão política nesta semana. Em primeira votação, o projeto que revoga a polêmica Taxa do Lixo foi aprovado por 20 votos a 12, impondo uma dura derrota ao prefeito Sandro Mabel (União Brasil) e escancarando um racha dentro de sua própria base de sustentação.

O episódio pegou de surpresa até mesmo os mais experientes articuladores da Casa. Isso porque nomes de peso ligados ao Paço, incluindo o líder do prefeito, vereador Igor Franco (MDB), decidiram se alinhar à oposição e apoiar o fim da cobrança. Também seguiram pelo mesmo caminho Pedro Azulão Jr. (MDB) e Lucas Kitão (UB), revelando um cenário de instabilidade dentro da gestão.

Aliados que viraram oposição

A decisão de Franco, Azulão e Kitão evidencia que o prefeito enfrenta dificuldades em manter coesa sua base. A deserção de parlamentares que, até pouco tempo, defendiam com unhas e dentes os projetos da administração é vista como um golpe simbólico, justamente por ter partido de dentro do próprio grupo governista.

Enquanto isso, alguns poucos vereadores permaneceram leais ao Paço. Entre eles estão Rose Cruvinel (UB), Tião Peixoto (PSDB) e Sargento Novandir (MDB), que votaram contra a revogação. Ainda assim, a base demonstrou fraqueza e perdeu a batalha no plenário.

Mais um revés para Mabel

Essa não foi a primeira turbulência enfrentada por Sandro Mabel nos últimos dias. Recentemente, a Câmara já havia instaurado a CEI da Limpa Gyn, comissão de investigação que também partiu de membros da base e promete apurar contratos da coleta de lixo em Goiânia. Agora, com a queda da taxa em votação inicial, o prefeito amarga duas derrotas consecutivas vindas, em parte, dos próprios aliados.

O que vem pela frente

A Taxa do Lixo ainda passará por segunda votação no plenário. Se o resultado se repetir, a gestão Mabel sofrerá um duro baque político e administrativo, já que a cobrança vinha sendo defendida como essencial para o equilíbrio financeiro do município.

Nos bastidores, cresce a percepção de que o prefeito terá de reavaliar sua relação com a Câmara. Sem uma base sólida, os próximos projetos de interesse do Paço podem enfrentar resistência e até novas derrotas.

Enquanto isso, a população acompanha de perto a disputa que, na prática, define se a Taxa do Lixo será mesmo enterrada de vez em Goiânia.

Redação

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