sábado , 7 março 2026

Blocos enfraquecem oposição na CEI da LimpaGyn

A disputa pela composição da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigará a LimpaGyn ganhou novos contornos na Câmara Municipal de Goiânia. Com a formação de blocos parlamentares, a base do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) ampliou sua força, enquanto a oposição corre sério risco de ficar de fora dos trabalhos da comissão.

Governistas articulados, oposição enfraquecida

Enquanto partidos da oposição, como PT e PL, optaram por indicar individualmente nomes como Fabrício Rosa e William Veloso, os aliados do prefeito se anteciparam e costuraram blocos robustos. A estratégia oposicionista isolada pode resultar na exclusão de suas cadeiras na CEI, abrindo caminho para um colegiado praticamente dominado pela base governista.

Blocos fortalecem base de Mabel

Entre os blocos formados, destacam-se:

  • Governança: Ronilson Reis (SD), Wellington Bessa (DC), Isaías Ribeiro (Republicanos) e Markim Goya (PRD).

  • Liderança: Sanches da Federal (PP), Heyler Leão (PP), Dr. Gustavo (Agir) e William do Armazém (PRTB).

  • Parlamento Forte: Sargento Novandir (MDB), Anselmo Pereira (MDB), Henrique Alves (MDB) e Thialu Guiotti (Avante).

  • Parlamentar Goiânia: Sebastião Peixoto (PSDB), Juarez Lopes (PDT), Rose Cruvinel (UB) e Léia Klebia (Podemos).

Com isso, a base governista deve garantir maioria nas indicações e até mesmo no comando da CEI.

Prazo para definição

O presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD), alertou que alguns blocos foram protocolados de forma equivocada. Os vereadores terão até a manhã desta quinta-feira (28) para corrigir os registros. Só então será oficializada a composição da CEI, que contará com 7 titulares e 4 suplentes, com prazo de atuação inicial de 120 dias, prorrogáveis por mais 120.

O que está em jogo

Criada para investigar a prestação de serviços de limpeza urbana pela LimpaGyn, a CEI se tornou também palco de disputa política. Para aliados de Mabel, a articulação em blocos é sinal de força e coesão. Já para a oposição, a falta de unidade pode representar o fim da linha em uma das maiores oportunidades de fiscalização da atual gestão.

Redação

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