sábado , 7 março 2026

CEI da LimpaGyn e exonerações elevam crise na Câmara de Goiânia

A Câmara Municipal de Goiânia viveu uma das sessões mais tensas do ano nesta terça-feira (26). A oficialização da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da LimpaGyn e a exoneração de dois servidores ligados a vereadores da base acirraram os ânimos entre parlamentares e expuseram o desgaste da relação com o prefeito Sandro Mabel (União Brasil).

Abertura da CEI

A proposta da CEI, apresentada pelo vereador Cabo Sena (PRD), foi aprovada e já nasce cercada de polêmica. O objetivo é investigar contratos e serviços da empresa LimpaGyn, responsável pela limpeza urbana na capital. Mesmo antes de começar os trabalhos, a comissão já provoca fortes desdobramentos políticos.

Durante a sessão, vereadores se revezaram em discursos duros. Fabrício Rosa (PT), indicado para integrar a CEI, prometeu transparência:

“Não esperem silêncio, nem tramoia ou maracutaia. O que haverá é honradez e investigação.”

A vereadora Aava Santiago (PSDB) criticou diretamente o prefeito e sugeriu que a exoneração de aliados teria sido usada como forma de pressão política:

“Quem está chantageando o prefeito? Se o vereador não retira a assinatura, exonera o secretário que o irmão indicou. Isso é absurdo.”

Já o Coronel Urzeda (PL) minimizou a polêmica:

“Quanto à CEI, porque tanta preocupação? Se for eu o indicado, irei lá para fiscalizar.”

Exonerações polêmicas

No mesmo dia em que a CEI foi oficializada, dois servidores de cargos estratégicos foram exonerados: Diogo Franco, irmão do líder do governo na Casa, vereador Igor Franco (MDB), e Eduardo Vinicius Peixoto Trindade, irmão do vereador Denício Trindade (MDB).

As exonerações foram interpretadas como retaliação direta do Executivo à articulação pela CEI. A medida ampliou o clima de insatisfação dentro da base aliada e aprofundou a crise entre Prefeitura e Câmara.

O que está em jogo

A instalação da CEI da LimpaGyn coloca em xeque a relação entre Executivo e Legislativo em Goiânia. Além de fiscalizar contratos milionários de limpeza urbana, a comissão tornou-se um campo de batalha política, com potenciais reflexos no andamento de projetos do prefeito Sandro Mabel.

Enquanto os vereadores prometem apurar com rigor, a Prefeitura tenta conter os danos e reorganizar a base, que agora mostra sinais claros de fragmentação.

Redação

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