quarta-feira , 21 outubro 2026

Luan Alves entrega cargos em meio à CEI da LimpaGyn

O clima político na Câmara Municipal de Goiânia ganhou novos contornos nesta terça-feira (26/08), após o vereador Luan Alves (MDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), anunciar em plenário a entrega de todos os cargos e indicações que possuía na Prefeitura de Goiânia.

A decisão ocorre em meio à crise política instaurada pela abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da LimpaGyn, que vai investigar contratos e possíveis irregularidades na limpeza urbana da capital. O gesto de Luan segue orientação do deputado estadual Clécio Alves (MDB), liderança política do vereador.

“Coloquei todos os espaços que tínhamos na Prefeitura à disposição do Paço Municipal. Não irei para a oposição, a gestão poderá contar comigo em tudo que for bom para a cidade e para quem mora nela”, destacou Luan, em tom conciliador, ao mesmo tempo em que deixou claro seu distanciamento da estrutura administrativa.

Crise no Paço

A decisão acontece um dia depois de o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) exonerar Diogo Franco, irmão do líder do governo na Câmara, vereador Igor Franco (MDB). A medida foi interpretada nos bastidores como retaliação política e aumentou a tensão entre Executivo e Legislativo.

Nos corredores da Câmara, a avaliação é de que a CEI da LimpaGyn, formada à contragosto do Paço, já começa a provocar fissuras na base governista. O MDB, partido de Luan e Clécio, indicou dois nomes para a comissão: o próprio Luan Alves e o vereador Pedro Azulão Júnior.

O que está em jogo

A CEI da LimpaGyn deve apurar contratos milionários da empresa responsável pela limpeza urbana da capital, alvo de críticas constantes da população pela qualidade do serviço prestado. A comissão também conta com representantes do União Brasil, PRD, Solidariedade, PL e PT.

Enquanto a base aliada se vê pressionada por cargos e espaços na Prefeitura, parlamentares reforçam o discurso de independência, prometendo conduzir os trabalhos com transparência.

Cenário incerto

O gesto de Luan Alves de abrir mão das indicações sinaliza que a investigação pode avançar sem a mesma interferência política que historicamente envolve comissões de inquérito na Câmara. Ao mesmo tempo, o vereador reforça sua posição de não romper com o Paço, mantendo espaço para diálogo.

Nos próximos dias, a CEI da LimpaGyn deve iniciar formalmente seus trabalhos, e o movimento de Luan Alves é visto como um recado de que o Legislativo quer se posicionar com mais firmeza diante do Executivo.

Redação

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