Procuradoria recomenda à PF vigilância discreta no entorno da residência do ex-presidente; decisão final caberá a Moraes
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o reforço de policiamento no entorno da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O objetivo, segundo o órgão, é evitar uma possível tentativa de fuga e a busca por asilo político em embaixadas estrangeiras, especialmente a dos Estados Unidos.
O pedido foi motivado por solicitação do deputado federal Lindbergh Farias (PT–RJ), líder da bancada petista na Câmara. Ele afirmou possuir informações seguras de que Bolsonaro poderia tentar deixar o país, mesmo usando tornozeleira eletrônica, e protocolou pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente.
Monitoramento 24 horas
O procurador-geral Paulo Gonet defendeu que a Polícia Federal mantenha equipes em prontidão integral para acompanhar de perto o cumprimento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro. A recomendação é de vigilância “em tempo real”, mas de forma discreta, sem perturbar vizinhos ou invadir a esfera privada da residência.
Defesa nega risco de fuga
A defesa de Bolsonaro rebateu o pedido e disse que não há qualquer indício de que o ex-presidente queira fugir. Os advogados alegam que o rascunho de um pedido de asilo, encontrado no celular e endereçado ao presidente argentino Javier Milei, seria anterior às medidas cautelares, portanto, não pode ser usado como prova de tentativa de evasão.
Decisão caberá a Moraes
O ministro Alexandre de Moraes deu prazo até o dia 27 de agosto para que a PGR se manifeste formalmente sobre o caso. Só então ele decidirá se autoriza ou não o reforço policial no entorno da casa de Bolsonaro.
O caso reacende a tensão política e jurídica em torno do ex-presidente, que segue investigado em diferentes frentes no STF.
Redação
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